Cronologia 3:Estabilização 1533 - 1705

Data

Acontecimento

 

Observações

1533

Levantado o pelourinho da vila, pelo primeiro Provedor lóio

 

Obra a cargo do Hospital "por a Camara ser pobre" (Jorge de S. Paulo, III, 49). O mesmo autor, noutro local refere a data de 1532 (Jorge de S. Paulo, III, 107). A obra foi paga com as receitas do aluguer dos arcos aos feirantes de Agosto. Só mais tarde o pelourinho foi transferido para o Rossio

1537

Novo numeramento: vila das Caldas com 96 fogos, e 20 na periferia

 

 

1544

Cortes de Almeirim: os procuradores do concelho das Caldas pretendem que se ponha termo aos privilégios para homiziados. D. João III concorda.

 

Esta decisão, segundo S. A. Gomes (1994, p. 26), não deve ter tido grande efeito prático

1546

Conclusão das obras de acrescentamento na fachada norte da Igreja de N.ª S.ª do Pópulo

 

Obra actualmente demolida: portal, escada de coro e coro

1550

Hospital principia a receber doentes que pagam

 

30 reais por dia

155?

Fundação da Ermida do Espirito Santo

 

Segundo Jorge de S. Paulo (III, 429-30), a Ermida foi fundada pelo boticário Pedro Taborda, depois de 1552

1572

Inspecção ao Hospital ordenada pela Mesa de Consciência e Ordens

 

 

1575

Inicio da construção de uma nova enfermaria, com 22 camas, para religiosos

 

A existente comportava apenas 6 camas

1575

Nova visitação ao Hospital

 

 

1575

A vila perde a isenção de pagamento de sisa

 

Devido ao seu crescimento (S. A. Gomes, 1994, p. 30)

1576

Congregação oratoriana, molestada com as visitações da Mesa de Consciência e Ordens, renuncia à administração do Hospital. Recua depois, a pedido de D. Sebastião

 

(Jorge de S. Paulo, III, 27-28)

1576

Novos moradores das Caldas deverão ter licença do provedor do Hospital

 

"Porque vinham homens e mulheres de novo e faziam os mantimentos caros" (Jorge de S. Paulo, II, 248).

1577

Cardeal D. Henrique vem tratar-se ao Hospital

 

 

1580

Hospital dos peregrinos dotado de edifício próprio

 

 

1584

Conclusão das obras da Enfermaria dos Religiosos do Hospital

 

Obras iniciadas em 1575 (Jorge de S. Paulo, III, 97)

1586

Nova enfermaria no Hospital: S. Pedro

 

(Jorge de S. Paulo, III, 97)

 

Conclusão das obras de nova enfermaria das mulheres

 

(Jorge de S. Paulo, III, 97)

1591

Abertura da Igreja de N. Senhora do Rosário

 

Seria demolida em 1834, por ter chegado a grande degradação

1594

O corregedor de Leiria dá razão à Câmara das Caldas contra Hspital por causa de muro mandado erguer junto ao tanque de lavagem no Largo do Hospital

 

Em causa, a posse da Praça (Jorge de S. Paulo, III, 180-181)

1595

O pintor Diogo Teixeira executa pinturas do retábulo da capela do Espírito Santo

 

(Vitor Serrão, 1981, p. 23)

1595

O pintor Belchior de Matos, que fizera aprendizado com Teixeira, radica-se nas Caldas

 

(Vitor Serrão, 1981, p. 23)

1598

(7, 5)

Provedor designa Belchior de Matos um dos "quarenta privilegiados do conto e número deste Hospital"

 

(Vitor Serrão, 1993, p. 92)

1598

(7, 6)

Filipe I extingue couto de homiziados caldense. Mantêm-se privilégios a moradores, em número de 30

 

(S. A. Gomes,1994, p. 27)

1608

(4, 1)

Na sequência de uma inspecção da Mesa de Consciência, a administração do Hospital é tirada aos cónegos de S. João Evangelista

 

A determinação acabou por ser contrariada (1609, 12, 4)

1610

Provisão real a pedido da Câmara proibindo que os oficiais do Hospital fossem eleitos Juíz e Vereadores

 

Deve ter havido em seguida uma contraprovisão, escreve Jorge S. Paulo (III, 99)

1614

O Hospital á autorizado, pelo Rei Filipe o Bom a ter açouge separado do da vila

 

(Jorge de S. Paulo, II, 246)

1620

Provisão real determinando que "nenhum oficial do Hospital pudesse entrar nas pautas do governo da vila"

 

(Jorge de S. Paulo, III, 112)

1620

Provável conclusão de obras de nova fachada norte da Igreja de N.ª S.ª do Pópulo

 

Actualmente demolida

1626

A Misericórdia de Lisboa passa a enviar os seus doentes ao Hospital das Caldas

 

As chamadas "Condutas das Caldas" eram formadas por doentes seleccionados (considerados incuráveis) dos hospitais administrados pela Irmandade da Misericórdia (nos quais se incluía, desde o reinado de D. Sebastião, o Hospital de Todos-os-Santos). (Jorge de S. Paulo, II, 47)

1626

Hospital encomenda 23 telas com os retratos dos monarcas para a Sala dos Reis

 

(S. A. Gomes, 1994, p. 53)

1628

(3, 4)

Francisco Antunes Médico do Hospital

 

Antigo médico de partido em Coimbra, do Mosteiro de Belém, da Inquisição, das Armadas, e clínico do Hospital de Todos os Santos. Sob a sua direcção foi ampliado o leque de utilizações dos banhos. Nas Caldas, de 1628 a 1640. (Silva Carvalho, 1932)

1634

Inspecção ao Hospital

 

 

1637

O pintor Domingos Lopes é designado privilegiado do Hospital

 

 

1638

Obras da capela de S. Bartolomeu, em frente ao adro da Igreja de N.ª S.ª do Pópulo, embargadas

 

O embargo foi decidido pelo provedor do Hospital, argumentando com o facto de a capela lhe tirar visibilidade das enfermarias de mulheres (Jorge de S. Paulo, II, 320-321)

1638

Polémica entre Hospital e Câmara àcerca do lugar que os representantes das instituições deverão ocupar nas procissões é decidida pelo corregedor de Leiria

 

A decisão é considerada desfavorável às pretensões do Provedor. (Jorge de S. Paulo, II, 332-323). (Jorge de S. Paulo, III, 109-110)

1639

Escultores João da Costa Ribeiro (Lisboa) e seu irmão António Ribeiro (Alcobaça) contratados para lavrar retábulo da matriz

 

"Do retábulo faziam parte duas imagens - a de Cristo e a de S. João Evangelista. Apenas a primeira permanece, ocupando o nicho direito" (J. C. Vieira da Silva, 1985). "Infelizmente desapareceu, substituído por outro, de pedra, desgracioso e de tipo revivalista" (Vitor Serrão, 1993)

1642

Duarte Madeira Arrais, Método de conhecer e curar o Morbo Gallico

 

Recomenda a ingestão de água e o banho de lodo e considera os banhos das Caldas adequados a certos casos de sífilis

1645

(9)

D. João IV faz tratamento no Hospital

 

(Jorge de S. Paulo, I, 152)

1647

Nova inpecção ao Hospital

 

 

1648

O infante D. Afonso, com 5 anos, recebe tratamento no Hospital

 

 

1652

D. João IV de novo no Hospital

 

(Jorge de S. Paulo, I, 152)

1656

Jorge de S. Paulo, História da Fundação deste Real Hospital...

 

Foi Provedor de 1653 a 1655 e de 1662 a 1663 (ano em que faleceu nas Caldas)

1656

População da vila: 193 fogos e 800 pessoas

 

(Jorge de S. Paulo, I, p. 104)

1659

Início de obras de reforma do Hospital e da Igreja. Colocação do azulejo de tipo "padrão" no interior da Igreja do Pópulo

 

D. Luisa de Gusmão

1660

O Infante D. Afonso de novo nas Caldas

 

 

1664

(5, 21)

Morte de Jorge de S. Paulo, Provedor do Hospital

 

 

1665

Provisão isentando os médicos de servirem na Câmara

 

Revogada em 1743

1679

Inspecção ao Hospital

 

Sobre o recebimento (pouco recatado) de religiosas

1693

(6, 6)

Alvará régio em que se procura obstar à diminuição das rendas do Hospital provenientes de oitavos de vinho